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A experiência do Projeto Jiboia

 

O Projeto Jibóia é uma atração à parte em Bonito.  

Único atrativo do mundo a adotar a sustentabilidade e o conhecimento como regras para a convivência com esses “temidos” animais, é uma ótima opção de passeio noturno, principalmente se você tiver predileção por conhecer lugares e atividades inéditas!

Os blogueiros Adriano Castro e Gisele Rocha, contaram com detalhes em seu Blog Viajei Bonito como foi a experiência deles. 

Não deixe de ler, afinal de contas, essa viagem pode fazer com que você reveja muitos dos seus conceitos.

"O Projeto Jibóia foi uma das várias atrações das quais participamos em nossa viagem por Bonito, mas com uma peculiaridade em relação às demais: não precisamos sair da cidade. Mas do que se trata o projeto? Vamos para o meio do mato exterminar esses seres cruéis que dizimam a população do Mato Grosso do Sul? Não! Muito pelo contrário. O propósito do projeto é simplesmente o oposto: mostrar a você que as cobras não são seres ruins e acabar com a ideia de que devemos matá-las, afinal de contas, não representam ameça, contanto que você saiba lidar com elas em um possível encontro.

O programa consiste basicamente de uma palestra, apresentada pelo próprio criador do projeto e estava marcada para às 19h . Começou pouco tempo depois, suficiente para ver as cobras no viveiro. Por isso, chegue no horário marcado! Caso contrário você interromperá o evento e alguma piada será feita! Falando nisso, se você não é do tipo que aceita brincadeiras, nem saia de casa, pois faz parte do show a irreverência do palestrante com cada um dos expectadores.

Quando dizemos “basicamente de uma palestra”, não queremos, de forma alguma, menosprezar a atração. Por mais que o criador do projeto assuma não ter formação acadêmica em Ciências Biológicas, se tornou um estudioso por conta de sua paixão pelas cobras. Tudo isso começou em um intercâmbio pela Austrália aos 17 anos quando teve seu primeiro contato com um desses animais.

Vale ressaltar que o Projeto Jibóia não é uma ONG e não recebe nenhuma forma de colaboração financeira por parte do governo. É um trabalho de iniciativa privada com o objetivo de promover a educação ambiental, como descrito no próprio site:

O projeto Jibóia tem como objetivo principal desmistificar as serpentes através da informação e do contato, fazer com que as pessoas passem a respeitar este animal como uma parte importante do equilíbrio no ecossistema.

Logo de cara, o projeto desmistifica vários (pre)conceitos que temos em relação a esses animais. A aversão do homem em relação às cobras se dá, na maioria das vezes, por razões culturais e religiosas. Além disso, há quem pense que cobra tem o couro gosmento, gelado, cheiro de roupa molhada e até mesmo que tem bafo. Prestamos atenção em tudo o que ele disse e tiramos as nossas próprias conclusões: ela é apenas meio pesadinha, mas não é grudenta, nem tem a pele molhada. Seu aspecto brilhoso do couro deve-se apenas ao fato de ela trocar de pele com certa frequência. No mais, ela se arrastando pelos nossos ombros faz até uma massagenzinha gostosa.

Afinal de contas, elas são perigosas?

Sabe o que as cobras presentes no Projeto Jibóia sentem por nós? Indiferença. Segundo o palestrante, depois de alguns meses tendo contato com humanos, as cobras passam a entender que não há ameaça alguma e passam a ignorá-los. Com esse avanço, se torna perfeitamente seguro colocá-las nos braços e ombros. Pra elas você não passa de uma árvore. Mas só faça isso na presença de um entendedor!

Vale destacar uma informação interessante dita na palestra: em Bonito nunca houve casos de turistas picados por cobras peçonhentas, até porque as espécies com hábitos aquáticos encontradas no Brasil não são venenosas, mas se esse cenário mudar não há com o que se preocupar, visto que os hospitais da região estão preparados.

Além disso, algumas boas lições foram tiradas ao final do evento. Caso você ou quem estiver contigo seja picado por uma cobra, siga estas recomendações:

  • O atendimento médico deve acontecer em duas horas após o ocorrido, em média;
  • Não há necessidade alguma de matar a cobra para mostrar ao médico, se possível, tire uma foto, mas não perca muito tempo nem faça esforço para isso;
  • Tentar chupar o sangue na picada não vai ajudar em nada;
  • Não faça torniquete nem garrote, pois a alta concentração de veneno no membro afetado pode fazer com que ele grangrene;
  • Jamais aplique soluções caseiras sobre a picada (fumo, folhas, álcool, urina, café), pois isso poderá causar infecção no local e irritar ainda mais o ferimento;
  • Procure manter a calma, pois quanto mais nervoso e agitado a pessoa ficar, mais rápido o sangue circulará e acelerará o efeito do veneno. O ideal é que quem foi picado se mantenha em repouso e seja transportado por uma maca, sem fazer qualquer esforço físico.

Ao contrário do que muitos pensam, cobras não caçam seres humanos. Pra falar a verdade elas têm mais medo de nós do que nós delas.

Com muitas doses de humor e descontração, vários mitos são quebrados durante a palestra e, realmente, o medo de cobras vai diminuir. O interessante é que em nenhum momento é dito que devemos tratar as cobras com indiferença (da forma como elas nos tratam). Na verdade, a idéia não é que você saia do projeto como um adestrador ou como alguém com a capacidade de pegar qualquer cobra no meio do mato. A apresentação deixa claro que devemos respeitá-las e jamais fazer com que elas se sintam ameaçadas.

Apesar de colocarmos a jibóia no pescoço e perdermos parte do medo desse animal, o palestrante nos alertou sobre não andar fora das trilhas em matas e, caso nos depararmos com uma cobra, devemos nos afastar cuidadosamente para que ela não se assuste. Nunca devemos matá-la, apenas deixar com que ela siga o seu caminho e cumpra o seu papel na natureza. Pior do que isso seria cogitar colocá-la no pescoço, pois nem toda cobra está habituada com a presença das pessoas como aquela que colocamos em nosso pescoço durante a palestra.".

Gostou do texto? Então leia essa e outras dicas de viajem para Bonito no Blog Viajei Bonito: http://viajeibonito.com.br/bonito-ms/

Créditos de texto e imagens: Gisele Rocha e Adriano Castro.

 

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